Sacerdote

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Padre Aloísio com sua família no dia em que celebrou sua primeira Missa em terra natal - Vargem dos Cedros 08/12/1940

O neo-sacerdote rezou sua primeira Missa Solene, em sua querida Vargem do Cedro, no dia 08 de dezembro, depois de uma viagem cheia de dificuldades. Viajou de Taubaté, de trem, de ônibus e, por fim, de caminhão. Estava sendo esperado pelo povo, no dia 07 de dezembro, mas o caminhão quebrou e chegaram três horas depois do horário marcado. Quando a mãe o abraçou disse: “- Finalmente!” O fato esteve sempre vivo em sua mente e relatava-o com freqüência. Foi uma festa muito solene e piedosa! Ficou em casa alguns dias, visitou os parentes na região e em outras cidades.
Seu primeiro campo de trabalho foi na Paróquia Divino Espírito Santo, em Varginha, Minas Gerais onde permaneceu um ano antes de voltar para o seminário de Corupá, como professor e orientador espiritual dos seminaristas. Nesta função, permaneceria por nove longos e frutuosos anos. Era muito estimado por todos, distinguindo-se pela sua amabilidade e paternal acolhida dos alunos que o procuravam para orientação espiritual. Todas as noites, ele se colocava à disposição dos seminaristas para uma bênção final do dia ou para uma confissão ou mesmo para uma palavra de conforto, principalmente no começo do ano, quando as saudades batiam forte no coração de muitos seminaristas, principalmente dos novatos. Costumava levantar às cinco horas, fosse inverno ou fosse verão, correr da cama ao rio, para nadar e tomar banho. À tarde, depois dos trabalhos no jardim ou na lavoura, voltava ao rio com os seminaristas para a natação.
Desde o início de sua vida sacerdotal, passou também a ser procurado pelo povo, para aconselhamentos espirituais, até o fim de sua vida. Este foi o maior dom que Deus lhe deu e que desenvolveu ao longo de sua vida. Dia e noite, em todas as horas, era procurado em sua casa ou por telefone, para orientação espiritual, bênção da saúde. Nunca deixou de atender ninguém. No fim de sua vida, muitas vezes, doente, de cama, atendia, deitado, aos casos mais urgentes. Sentia muita compaixão do povo, especialmente dos doentes, idosos e pobres.
Tinha um gosto especial pelo colóquio de coisas espirituais. Era capaz de falar horas inteiras, sem se cansar. Outros assuntos deixavam-no aborrecido e silencioso.
Outro dom que recebeu foi o de catequizar, explicando o Evangelho, com histórias e comparações que todos, maravilhados, podiam entender.