História

Servo de Deus Padre Aloísio Sebastião Boeing, SCJ

INSTITUTO PADRE ALOISIO - logomarca 2O padre Aloísio nasceu no dia 24 de dezembro de 1913, em Vargem do Cedro, naquele tempo município de Imaruí (SC), hoje pertencente a São Martinho. Primogênito de uma família cristã, foi batizado no dia 26 de dezembro do mesmo ano e crismado no dia 22 de janeiro de 1914, na Paróquia São Sebastião, Vargem do Cedro. Os seus pais João Boeing e Josephina Effting Boeing, eram de missa e terço diários. Foi nesse ambiente que Aloísio desenvolveu a sua vida e personalidade na infância: num lar de pais piedosos e acolhedores, que partilhavam o que tinham com os mais necessitados.  Com doze anos, aos 11 de fevereiro de 1925, incentivado pelo pároco, ele saiu de sua terra natal, com mais outros três colegas, rumo ao sacerdócio.

As etapas de sua formação deram-se basicamente em Brusque, SC e Taubaté, SP. A primeira profissão religiosa aconteceu em Brusque, no dia 16 de janeiro de 1934. Os estudos de Teologia foram feitos em Taubaté, nos anos de 1938 até 1941. Foi ordenado sacerdote no dia 01 de dezembro de 1940.

Como consagrado e sacerdote dedicou a grande parte de sua vida à formação, especialmente em Jaraguá do Sul. Foi mestre de noviços durante 24 anos. Tornou-se um exímio formador, firme, devoto e zeloso. É de sublinhar ainda sua grande devoção à Virgem Maria. Por sua iniciativa, esse Noviciado recebeu o nome de Nossa Senhora de Fátima. Era muito estimado por todos, distinguindo-se pela sua amabilidade e paternal acolhida dos alunos que o procuravam para orientação espiritual.

O padre Aloísio nunca deixou de atuar no campo da pastoral. Desde o início de sua vida sacerdotal, passou também a ser procurado pelo povo, para aconselhamentos espirituais, até o fim de sua vida. Este foi o maior dom que Deus lhe deu e que desenvolveu ao longo de sua vida. Dia e noite, em todas as horas, era procurado em sua casa ou por telefone, para orientação espiritual, aconselhamento familiar e bênção da saúde. Nunca deixou de atender ninguém. No fim de sua vida, muitas vezes, doente, de cama, atendia, deitado, aos casos mais urgentes. Era ungido com o poder da intercessão. Sentia muita compaixão do povo, especialmente dos doentes, idosos e pobres. Tinha um gosto especial pelo colóquio de coisas espirituais e falava horas inteiras, sem se cansar. Pode-se dizer que Padre Aloísio passou sua vida religiosa, a exemplo de tantos cristãos, fazendo o bem.

Em 1974, fundou a Fraternidade Mariana do Coração de Jesus, em Jaraguá do Sul. O que levou o padre Aloísio a fundar a Fraternidade foi seu desejo de ver um grupo de moças unidas, vivendo o Evangelho na realidade do mundo. Deste então, deu a vida para a Fraternidade, acompanhando-a com sua presença e orientação firme e segura.

Em 1984, Pe. Aloísio foi para o bairro Nereu Ramos, na cidade de Jaraguá do Sul. Ali viveu até o final de sua vida como vigário da capela do Rosário e diretor do Centro Shalom, atendendo incansavelmente a todos que o procuravam para uma orientação, auxílio e bênção. Então, dedicou-se mais à “Fraternidade Mariana do Coração de Jesus” e a todas as pessoas consagradas, que buscavam nele inspiração de vida no seguimento de Cristo. A Fraternidade cresceu e continua irradiar a alegria no servir, a simplicidade de vida e a oblação de amor, na busca de tornar presente, em suas vivências fraternas, o que vivia a família de Nazaré e os amigos de Jesus em Betânia: a ocupação com as coisas do Pai e o acolhimento. Sempre numa atitude de dedicação para com os sacerdotes.

Padre Aloísio morreu do mesmo modo que viveu: santamente. Sentindo próxima sua partida e sentindo deixar a todos que amava disse: “Vocês me encontrarão na Eucaristia”. Partiu no dia 17 de abril

de 2006, serenamente, para os braços do Pai. Foi sepultado no jardim, ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário, no Bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul. É um local de orações e pedidos de graças. Muitas pessoas testemunham já terem alcançado graças por sua intercessão. Cremos que ele, junto de Deus, está intercedendo por todos nós e, de um modo todo especial, pelos que procuram auxílio em suas necessidades. Todo dia 17, de cada mês, lembrando o dia do seu falecimento, é celebrada a missa da Misericórdia, às 15h.

«Perdemos um padre muito querido, mas

ganhamos um santo, no céu!»

(Pe. Osnildo C. Klann, scj)

Atualmente o Padre Aloísio está em Processo de Beatificação junto ao Vaticano.

Um Caminho de Santidade

Padre Aloísio, scj

História